terça-feira, 4 de junho de 2019



Meus olhos eram luminosos

Minhas mãos tinham firmeza

Minha voz era pura delicadeza

Eu não emitia sons abominosos



Naufraguei como um velho navio

Não encontrei o que tanto queria

Meu mundo ficou deveras sombrio

Tornei triste a minha pobre travessia



Arrependida, choro copiosamente

Por que segui essa triste trajetória?

Eu escrevi uma dolorosa história



As pessoas me olham furtivamente

Penso, a vida é como faca amolada

Gritamos, rogamos e ninguém faz  nada



AnnaLuciaGadelha






sexta-feira, 17 de maio de 2019



Quero a essência da poesia
Não importa que seja dolorida
Expressando agonia ou alegria
Arte que não me deixa oprimida





Versos alados rumo ao infinito
Criá-los me deixam repleta
É um relicário meu manuscrito
Traduzem minh'alma irrequieta



São tantos os meus voos desejados

No encontro com meu “eu interior”

As palavras têm outros significados

 Elas têm um especial esplendor





Que não se acham no dicionário

Depende por onde elas volitam
Mesmo  no mundo imaginário

As quimeras os versos realizam






AnnaLuciaGadelha