sexta-feira, 5 de março de 2021



Contigo não sou verdadeira
Sou mulher sem autoestima
 Poesia sem nenhuma rima
Uma obra de arte passageira
 
 
Sem ti, eu sinto um vazio
A minha vida perde o sentido
Vejo o mundo denegrido
A noite sinto um calafrio
 

Troco tudo por um momento fugaz
És encantado e eu tua princesa
Tentando conter a correnteza
De uma atitude louca e voraz
 
 
Somos loucos e nos encaixamos
Na efemeridade do nosso amor
Eu refloresço como uma flor
E insanos nós nos amamos




AnnaLuciaGadelha


 



Percorro caminhos tortuosos
Não importa a dor que sinto
Quiçá, eu encontre um labirinto
Quero ver os efeitos grandiosos
 

Cansei de uma vida sem sentido
Olho para um lado, vejo fanatismo
Em outros lugares, vejo egoísmo
O mundo está deveras aturdido
 

Não sou uma simples sonhadora
Preciso da natureza e da iluminação
E ter nos meus lábios uma oração
 

Ainda serei uma realizada libertadora
Quero celebrar a paz e a felicidade.
Entrarei em conexão com a sublimidade



 
AnnaLuciaGadelha



 

quinta-feira, 4 de março de 2021


 


Donald Zolan - O Pintor das Crianças


Mote

Primeira estrofe do soneto
Dias de Chuva da grande
escritora e poetisa Iolandinha Pinheiro


 

Caminho pela chuva, e vejo a praça
Por onde uma criança anda descalça
Seguindo pelo vento, achando graça
Dos barcos de papel, em uma valsa




Caminhada Onírica


Caminho pela chuva e vejo a praça
Ela está linda com flores coloridas
Nasceram para ser apreciadas
É a Mão do Criador que dá graça


Surpreendo-me com a rua vazia
Por onde uma criança anda descalça
Livre, ela não sente nenhuma ameaça
Uma imagem bela, luzídia


Continuo minha caminhada onírica
A criança observa uma vidraça
Seguindo pelo vento, achando graça
Eu crio uma poesia bela e lírica



Contente, simulo passos de salsa
Uma visão plena de inspiração
Meu coração sorri com emoção
Dos barcos de papel, em uma valsa



AnnaLuciaGadelha



Dedico essa poesia a minha, nossa amiga amada
 Iolandinha Pinheiro


 

Meu Pranto